
Hoje, ao acordar, algo me fez pensar o quanto podemos ser úteis, no entanto, não o fazemos, sabe Deus, o pq disso. Isso me fez continuar na cama por alguns minutos, a refletir sobre o assunto.
Tantas vidas inocentes, que sofrem com a fome, a miséria, a falta de oportunidades.
Um mundo cheio de guerra, enquanto temos ainda tanta coisa a fazer.
O bem deve prevalecer em todas as situações, a verdade, o amor, ainda pode estar acima de tudo. Basta queremos. Podemos fazer com que nossas vidas tomem outro rumo, uma direção melhor, para que a nossa alma se sinta pura e limpa das coisas ruins.
Ainda há tantas pessoas a serem ajudadas.
Se tenho pouco, há alguém que tem menos ainda. Não há ninguém que tenha tão pouco que não possa compartilhar com o próximo.
Outro dia, saí para as ruas com a equipe do jornal em que trabalho para fazer uma matéria para o caderno de natal. Me deparei com uma senhora, usuária de drogas, doente do pulmão, magra e suja, sentada no escuro de uma esquina.
Fui até ela para conversar. Me contou sobre sua vida, aí pude perceber o quanto o mundo é injusto.
Continuamos nossa rota, e mais na frente me deparei com um mendigo deitado ao lado de um cão, na mesma calçada que o animal.
Gente!!! O que é isso??? Fiquei tão indignada com aquilo.
Se todos ajudassem uns aos outros, ninguém estava desamparado.
As notícias tristes que vemos nos jornais todos os dias, o mendigo que dorme na calçada, a criança desamparada, que não vive, mas sobrevive naquele lugar chamado “lixão”, e que habita junto de centenas de pessoas, em meio aos urubus e tiram dali o seu alimento, me faz questionar o por que de tanta indiferença.
Já dizia a minha avó, “Faça o bem, sem olhar a quem”. Não precisa ter milhões para doar um pouco.
Olhe ao seu redor. Abra o seu coração e ajude quem necessita.
Não ignore, não vire a cara para a dor do próximo.
Ajude e poderá perceber o quanto se sentirá melhor.
Kássia Castro